Sophia & Rafael na Villa Mandacaru: a história real, imperfeita, porém nossa
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Sophia cresceu acreditando em príncipe encantado. Rafael a conheceu de cabelo azul num aniversário. Na Villa Mandacaru, em Itu, eles disseram sim sob a chuva, para a história real, imperfeita, porém nossa.
A Villa Mandacaru, em Itu, esperava um céu azul para receber Sophia e Rafael. Veio a chuva. E foi exatamente aí que o dia se tornou o que era para ser.
O celebrante resumiu a lição que o filme inteiro carrega: o cenário é importante, sim, mas apenas o cenário. O que realmente importa é o que está acontecendo dentro dele. E dentro daquela villa, sob a chuva, acontecia a história de Sophia e Rafael.
O amor que não precisava de príncipe encantado
Sophia cresceu assistindo aos filmes da Disney. Por muito tempo acreditou que amor era encontrar um príncipe encantado, alguém perfeito, uma história perfeita em que tudo desse certo. Até encontrar Rafael. E descobrir que não precisava de um príncipe encantado, e sim de um amor que a ensina todos os dias a ser mais resiliente, que acredita nela e a incentiva a buscar os sonhos. Um amor que valoriza a família, que é um pai maravilhoso dos gatos, que traz o café da manhã e a busca dos plantões sempre que pode.
Não através de grandes gestos de contos de fadas, mas através da presença, da constância e do real.
O jardim e o desenho sem borracha
Rafael, no altar, disse que relacionamento é como um jardim. E o jardim não é bonito, ele está bonito. Porque se parar de regar, de matar pragas ou de replantar, vira matagal. E Sophia, disse ele, tem sido uma grande jardineira.
"A vida nada mais é do que desenhar sem borracha", completou. Ele tem orgulho do desenho que fizeram até aqui, e o que mais o deixa feliz é saber que estão apenas começando.
O presente que fez o pai chorar
Entre os votos e a chuva, houve um gesto que parou o filme. Sophia entregou ao pai um presente: uma foto tirada na Avenida Pompeia, quando ela tinha três meses. O pai, que guarda cada memória dela, chorou. E ela agradeceu, com o lencinho que a família fez, por tudo.
É esse tipo de cena que um filme guarda e que nenhuma fotografia alcança: a duração de um choro, o peso de uma memória devolvida em forma de presente.
A história real, imperfeita, porém nossa
Sophia passou tantos anos imaginando como seria encontrar a história perfeita. No final, teve muito mais sorte do que idealizou. Encontrou a história real, imperfeita, porém nossa.
A chuva não impediu ninguém de chegar. Não teve chuva que impedisse todas aquelas pessoas de estarem ali, de palmas para Rafael e Sophia. E o céu, disse o celebrante, não se conformou em acompanhar tudo de longe. Ele quis tocar a pele deles, testemunhar de pertinho.
No fim, o que fica de um dia tem pouco a ver com o cenário. Fica o que aconteceu dentro dele.
Não é foto, é filme. Se tem amor, pode chamar. No Brasil ou em qualquer lugar do mundo.
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